Tandera
De recon a relatório: o que a Tandera organiza no fluxo de pentest
Publicado em 27 de agosto de 2026
Pentest de verdade não acaba no scan. Acaba no PDF que o cliente entende, no finding que não aparece três vezes e no reteste que ninguém perdeu no e-mail. No meio do caminho tem Burp, Nuclei, ZAP, CSV, pasta de evidência e um relatório que envelhece no dia seguinte.
A Tandera é uma plataforma de workflow pra time de pentest: recon, importação, finding canônico, caminho de ataque, relatório e portal do cliente numa fonte só. A home é em inglês. O produto é pra quem já faz engagement, não pra quem quer "hackear o site do vizinho".
Acesso hoje é early access. Fila, sem cartão, sem spam segundo o site. Não trate como ferramenta pública irrestrita.
O que a Tandera junta num engagement
Três blocos giram em torno do mesmo banco de findings.
Recon automatizado mapeia superfície: subdomínio, DNS, porta, stack web, TLS, ativo de nuvem, credencial vazada. Quando o recon casa com uma vulnerabilidade conhecida, abre finding sozinho. Tem modo Lite, passivo, em minutos. Tem modo Full, mais fundo e ativo, em horas. A landing cita runtime de recon em minutos e mais de 120 importadores.
Finding centralizado é o ponto. Cada vulnerabilidade vira registro estruturado, deduplicado e correlacionado. Viaja com severidade, CVSS, EPSS, KEV, CWE, CVE, OWASP, MITRE, compliance, evidência e procedência. O mesmo buraco visto no Nuclei, no Burp e no ZAP aparece uma vez. A home empurra "zero duplicate findings" como meta do fluxo, não como milagre de scanner.
Importador cobre Burp Suite (XML), Nuclei (JSON), OWASP ZAP (JSON), Caido e CSV genérico. O CLI entra no terminal: exporta o escopo, passa em httpx e nuclei, importa de volta com dedupe. A demo mostra 1.284 hosts, 37 findings, 12 duplicatas mescladas. É exemplo de marketing. O seu escopo é outro.
Attack path é o recorte que lista crua não entrega. A Tandera encadeia findings. Credencial vazada no git vira acesso a storage, vira token interno, vira domínio. Quatro itens médios, juntos, viram comprometimento. Relatório que só ranqueia CVSS esconde isso. Dashboard "saudável" também.
Relatório sai em PDF e PPTX, white-label: logo, cor, capa, domínio da firma. Seção, tom, layout e nota são configuráveis. IA rascunha remediação e ranqueia por exploitabilidade e exposição, segundo o site. Caminho de ataque entra no documento como cadeia, não como bullet solto.
Portal do cliente é o pós-PDF. Link seguro, só o engagement daquela conta. Status, dono, evidência, thread de remediação. Cliente pede reteste. Você verifica e fecha. O portal também é white-label. O cliente entra na sua marca, no seu domínio. Não vê Tandera.
Tandera não é Dradis com tema novo
A própria home se compara com SysReptor e Dradis. Esses dois ajudam a escrever finding. A Tandera diz que também acha, encadeia caminho de ataque e acompanha remediação com o cliente. Recon e automação vêm no pacote. Importer os três têm. White-label de portal, a Tandera marca como diferencial.
Isso não substitui o pentester. Scanner e recon Lite não são autorização. Escopo, regra de engagement e responsabilidade legal continuam seus. A plataforma organiza o trabalho de quem já tem mandato. Não ensina exploit, não libera alvo e não transforma CSV em pentest válido.
Se o seu processo já é um Dradis maduro e a dor é só template, o ganho é menor. Se a dor é recon separado do relatório, duplicata entre ferramentas e PDF que morre na caixa de entrada, o recorte cabe.
Como pedir acesso sem misturar com scan solto
- Abra a Tandera e veja o demo. Confira se o CLI e os importadores que você já usa estão na lista.
- Entre na waitlist com e-mail de trabalho. Early access em ondas, preço de early access travado, canal direto com quem constrói, segundo a landing.
- Na conversa, leve um engagement real: quantas ferramentas geram XML/JSON, quantos findings duplicam, se o cliente pede portal ou só PDF.
- Pergunte o que o recon Full faz de ativo, o que o Lite não toca, e como o dado do cliente fica isolado no portal.
- Não jogue alvo fora de escopo na ferramenta. Workflow de pentest assume contrato.
Quem ocupa um estado no Os 27 está pedindo visita. O mapa e o histórico mostram quem já pagou pra aparecer. Este post descreve o produto da fila, não um kit de ataque.
Se o relatório ainda nasce colando Burp no Google Docs, o caminho é a Tandera: uma tabela de finding, um caminho de ataque e um PDF que ainda tem portal depois que o e-mail foi enviado.