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Verboo Code

Como programar com IA sem cap de tokens no terminal

Publicado em 26 de agosto de 2026

Você monta o contexto, o modelo começa a entender o repositório e, na hora de aplicar a mudança, a sessão morre. Cap de token, cota da semana, aviso de upgrade no meio do raciocínio. Ferramenta que corta o fio assim não é acelerador. É obstáculo.

O Verboo Code ataca esse ponto. É um agente de programação no terminal, com GPU alocada para o seu plano, valor fixo por dev e zero limite de tokens. O código sai do terminal ou da IDE, passa por um endpoint OpenAI-compatible e chega em servidor brasileiro. Não vai para a OpenAI nem para a Anthropic. Os modelos são open source. O plano não cobra por milhão de tokens no fim do mês.

Isso não transforma qualquer prompt em commit bom. Continua sendo você quem revisa diff, teste e borda. O que muda é o formato da conta: sessão longa deixa de ser um relógio na cara.

O problema não é o modelo. É o teto no meio do fluxo

Quem programa todo dia com agente já conhece o padrão. Cola stack trace, aponta três arquivos, pede um refactor e o client responde que a cota acabou. Recarrega. Troca de ferramenta. Paga um add-on. O contexto que o modelo tinha do projeto vai embora junto.

Assistente web e agente no repositório não são o mesmo produto. ChatGPT no browser responde pergunta. Não abre a pasta do projeto, não segura sessão de centenas de milhares de tokens e não vive no terminal. O Verboo Code se posiciona no segundo grupo: CLI na raiz do repo, ou o mesmo endpoint no client que você já usa.

Cap de token também distorce o hábito. Você encurta o prompt, omite arquivo e o modelo inventa o que faltou. Com teto, a estratégia vira economizar contexto. Sem teto, volta a ser mandar o que o modelo precisa para acertar.

A Verboo é honesta sobre o que ilimitado não significa. Não tem cap de tokens em nenhum plano individual. O que existe é rate limit por minuto, porque modelo pesado exige mais GPU. Uso é individual, sem revenda e sem compartilhar a assinatura entre o time. Para integrar em produto ou pipeline, o caminho documentado é a API pré-paga por tokens, não o plano de assinatura.

GPU no Brasil, onze modelos e o comando /model

O caminho que o site descreve é curto: terminal ou IDE, endpoint OpenAI-compatible, GPU dedicada da Verboo alocada para o seu plano. Os modelos open source rodam nessa infra, não num proxy para lab de fora.

São onze modelos no total. Cada plano libera um conjunto diferente. No catálogo atual entram deepseek-v4-flash, deepseek-v4-flash-0731, deepseek-v4-pro, deepseek-v4-pro-0813, glm-5.2, kimi-k2.7, mimo-v2.5, mimo-v2.5-pro, minimax-m3, qwen3.6-27b e qwen3.8-27b. Os dois Qwen aparecem com 262k de contexto. Os demais, com 1M.

No meio da conversa, /model troca o modelo sem perder o fio. O flash resolve o arquivo pequeno. O tanque entra no monolito. Você não recomeça o briefing.

Privacidade, no texto do produto: o código não sai do servidor deles, não treinam modelo com o seu repo e não revêem as chamadas. Logs e auditoria ficam com você. Continua valendo o básico: não cole segredo no prompt, não commite API key, use VERBOO_API_KEY.

A CLI é open source, fork do OpenClaude, no GitHub como @verboo/code. O que roda no servidor (modelos, endpoint) não é open source. Os pesos que o endpoint serve, sim. Cliente aberto, infra fechada, modelos conhecidos.

Como entra no fluxo: CLI, Cursor e o endpoint

Instalação: npm i -g @verboo/code. O site fala em cerca de 30 segundos. Abre o projeto na raiz e roda verboo. Dentro da sessão, / lista os comandos da versão instalada.

A documentação destaca /help, /login, /logout, /model, /status, /config, /doctor, /clear e /resume. /status e /doctor são o primeiro passo quando a sessão não autentica ou o modelo não aparece. /clear solta o contexto anterior. /resume volta uma sessão antiga. O /help da sua instalação é a fonte, não um tutorial de terceiros.

Se você já vive no editor, o Verboo Code não exige trocar de IDE. O endpoint é OpenAI-compatible. Você aponta https://code.verboo.ai/router/v1, cola a API key e escolhe um ID de GET /models. O site cita Cursor, VS Code, JetBrains, OpenClaude e qualquer client com o mesmo contrato. Há também app desktop, além do pacote npm.

No Cursor, a doc oficial pede cuidado. Override da base URL vale no chat padrão. Autocomplete, edição inline e parte dos fluxos de agente continuam na infraestrutura do próprio Cursor. A integração pede modelo sem reasoning nesse caminho. Um ping curto no chat confirma se a key está ativa e se a URL termina em /v1.

A doc também cobre SDK Python e TypeScript com a mesma base, streaming e tool calling. A chave não vai para o browser, para o git nem para print de debug.

Plano fixo, Pix e o que o ilimitado não cobre

Preço fixo, Pix ou cartão, sem cobrança extra por token. O FAQ diz que o valor mensal é o do catálogo da sua região. No catálogo público atual, Junior, Pro, Max e Ultra aparecem como US$ 24, US$ 69, US$ 129 e US$ 254 por mês. Só o Pro oferece 1 dia grátis, com cancelamento a qualquer momento. Os outros três planos individuais não têm trial.

Os quatro compartilham o recorte de velocidade que o site mostra hoje: 40 requisições por minuto e 2 simultâneas. O que muda é o conjunto de modelos. Junior fica nos dois Qwen de 262k. Pro adiciona mimo-v2.5 e os dois deepseek-v4-flash de 1M. Max e Ultra sobem para as variantes Pro, minimax-m3 e, no Ultra, glm-5.2 e kimi-k2.7. Há vagas limitadas por plano. Confira o número no site na hora de assinar.

O catálogo separa "só para mim" de "equipes". Enterprise é outro produto: cluster GPU 100% dedicado, mTLS e privacidade em contrato, sem o rate limit dos planos pessoais. A API por uso é saldo pré-pago, sem mensalidade, com input a partir de US$ 0,14 por 1M de tokens. Cada modelo cobra input, cached input e output. Esse é o caminho se você vai embutir o endpoint num produto, não só no notebook.

O Verboo Code não é ChatGPT com skin de terminal. Não substitui review humano. Não autoriza revenda da cota ilimitada. Se a dor é autocomplete a cada tecla, o plano deles não promete tomar o lugar do Copilot. Se a dor é sessão longa no repo, contexto grande e conta previsível em Pix, o recorte fecha.

Há indicação para assinante (crédito rastreável e saque via Pix) e Discord com mais de 100 devs. Nada disso é o produto. O produto é o agente no código, o endpoint e a GPU.

Teste se você já paga ferramenta de código por token ou por janela de uso e sente o corte no meio do patch. O Pro, com o dia grátis, é a porta que o site empurra. Ignore se você só pede snippet no chat web. Ignore se precisa embutir o modelo num SaaS: aí a API pré-paga é o contrato certo. Ignore se a empresa exige que o código nunca saia da VPC de vocês: Enterprise com cluster dedicado é a conversa, não o Junior.

O primeiro passo útil é pequeno. Instala a CLI, faz /login, manda um refactor local, olha o diff. No editor, troca URL e key e manda uma mensagem curta. Se a sessão não morrer no décimo arquivo, você já viu o argumento. Se não gostar, o site mesmo diz: para de usar. Sem letra miúda de token extra no boleto.

O que isso tem a ver com o Os 27

Quem ocupa um estado no mapa do Os 27 está pedindo visita de quem já programa com IA no dia a dia. O histórico mostra quem já pagou pra aparecer. Verboo Code entra nessa lista como ferramenta de fluxo, não como demo de chat. Se o teto de token está te treinando a mentir no prompt, o teste de um dia no Pro é mais honesto do que mais um upgrade de cota.

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